terça-feira, 11 de agosto de 2015

Correria, porque sim

Corro porque sim,
Estrada sem fim,
Quando paro,
Alguém grita:
Não pares assim!

Não paro porquê, car####?
Pergunto eu, já sem jeito.
Quando alguém olha de soslaio,
Porque senão como é feito?

terça-feira, 21 de julho de 2015

Tópicos Tuga, preciosidade portuguesa não é barata


Tó Tuga encontra o seu amigo Miguel Roscas à saída de um estabelecimento chinês com um papagaio de papel já envelhecido na mão:
—O que fazes aqui? Andas às pechinchas? Olha que isso parece velho! Foste enganado!
—Oh, eu fui vender e não comprar.
—Ein! Eles aqui compram velharias?
—Até compram. Eu é que não vendo.
—Então? Não pediste um preço em conta? Isso já não presta!
—Também tu? Isto é um papagaio português antigo, uma antiguidade e não espanhol. Lá porque eles compram os aeroportos deles a preço de uva mijona nao quer dizer que façamos o mesmo!

Notícia Atugada: (http://sol.pt/Mobile/Noticia/403189)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Tó Tuga, por acaso como iogurte grego

Tó Tuga estava à janela a comer um iogurte grego quando passa o seu primo Zé Torresmos que pergunta espantado:
— Estás doente primo? — Pois jamais tinha visto tal coisa. À tarde era hora de bejeca, vá no inverno, às vezes uma aguardente para aquecer.
—Nada disso!
—Então estás a comer iogurte porquê? Isso é comida de gaija.
— Estou a ajudar a Europa.
—  Ein? Não entendi?
—  Estes são gregos!
— E daí? Apanhaste Sol na boneca, foi?
—  Não percebes? Se eu comer os gregos ajudo a economia?
— Ah! Eles vendem mais...Tu és um génio.
— Por acaso foi ideia minha!

Notícia Atugada(
http://observador.pt/2015/07/13/por-acaso-foi-uma-ideia-minha-que-desbloqueou-o-acordo/)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Tó Tuga, a ter cuidado com vendas ilegais!

Tó Tuga vai beber café e encontra seu amigo Miguel Roscas ao balcão a conversar com a moça nova do estabelecimento, todo derretido.
Fica um bocado de tempo a observar a cena e quando chega outro cliente e a moça teve que o atender aproxima-se do seu amigo e diz-lhe:
-Miguel, tu vais ser apanhado pelo teu chefe!
-Vou ser apanhado a fazer o quê? Estou na minha hora de almoço.
Tó Tuga, mortinho para lhe pregar uma partida.
-Então? Vais ser apanhado a vender material da oficina!
-O quê? Estás doido? Eu estou a beber café!
-Eu vi! Não me enganas!
-Tu viste o quê? Andas a inventar coisas e ainda alguém ouve e estou lixado!
-Eu vi! Andas a vender material!
-Estás doido! – Miguel arregaça as mangas e aproxima-se com ar ameaçador.
-Vá tem calma! Estou a brincar contigo!
-Qual foi a tua ideia? Eu estava só a conhecer aqui a nova moça!
-Ora, eu vi mas estavas com o macaco da oficina, logo andas a vender material…Não viste que o guarda da GNR que fez striptease, está a ser julgado por vender material de guerra.

-Ah! Se eu soubesse tinha despido o macaco! Se calhar conhecia melhor a moça!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Tó Tuga, o Grande

Tó Tuga acorda no meio de uma soneca no sofá e afirma:
-Maria! Tive um sonho lindo!
-Sonhaste que ganhavas o Euromilhões?
-Não.
-Sonhaste com a Brigitte Bardot?
-Eu disse que sonhei hoje e não há 50 anos!
-Ai, então?
-Sonhei com o Gandhi!
-A sério? O que ele fez e o que ele te disse?
-Ele estava numa herdade no Alentejo e eu estava à caça aos coelhos. De repente, toca-me no ombro e diz:
-“A grandeza de uma nação pode ser julgada como os animais são tratados”.
-Ai homem! O que respondeste?
-Que ficava para um futuro próximo!
-Então porquê?

-Ora, porque os prazos dos judiciais foram adiados.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Tó Tuga, profissional do desemprego

Tó Tuga estava sentado no banco do jardim vestido de fato e gravata quando passa seu primo Zé Torresmos que fica muito intrigado pelo traje, aquela hora, a meio da tarde, durante a semana:
-Ei lá! Vieste de um casamento? Agora está na moda serem a durante a semana. Dizem que fica mais barato.
-Nope!
-Oh! Não me digas que morreu alguém e não me avisaram!
-Também não!
-Então? Foste a uma entrevista de emprego?
-“Nicles!”.
-Ai, então? Resolveste arejar o fato, foi? Oh, pá! Dizias à tua Maria para estender cá fora no varal e não precisavas de vestir. Ainda por cima, hoje está cá uma humidade que se uma “garina” me agarrasse eu escorregava que nem uma enguia.
-Também não! Arranjei um emprego!
-Ein? Então eu vi-te à hora de almoço de chinelos e calções na Tasca do Chinfrim a beber café.
-Estava a na pausa do almoço, agora estou ao serviço!
-Estás a gozar comigo? Estás ao serviço como? Estás com essa “bunda” sentada no banco do jardim!

-Primo, agora eu sou Profissional do Desemprego!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Tó Tuga, emprego a botões.

Tó Tuga encontrou seu amigo Miguel Roscas que vinha da oficina, depois de um dia de muito trabalho.
-Oh Tó! Ando aqui intrigado e ontem quase te liguei à noite mas não tive tempo.
-Então?
-Ontem passou por lá o Chefe que disse que tu tinhas enviado o CV, pelos correios, novamente para lá mas no fundo da carta havia um botão com um autocolante a dizer “emp. sff”. Ele não percebeu e veio ter comigo, como sabe que te conheço para ver se eu sabia.
-É uma chatice! Não achei botões grandes lá em casa!
-Ãh? Mas tu querias botões maiores para quê?
-Olha para acabar a palavra, não é?
-Oh homem! Tu baralhas-me! Que querias tu dizer?

-Era “Empregue-me, sff!” como o “facebocas” e o “tuitas”. Eles vão por o botão “comprar” e eu pensei: Olha que fixe! Vou mandar um também para ver se alguém me emprega!